Querer amor leva-nos a entrar de rompante na sala escurecida, de paredes pretas, que é o coração. Amar, querer ser amado, ternura, carinhos, intuitos, instintos e acções impensadas. Nós não procuramos alguém para…, procuramos ser iguais a todos, não queremos o nosso amor reservado. Isso implicaria a vulgaridade, a banalidade, o stress, o quotidiano.
Não queremos terra; queremos OURO! A gula é demasiada em nós. A ambição é banal, algo mais a desprezar e a tentar ultrapassar.
Devemos procurar o que não está descoberto e revelado. Devemos redescobrir o banal do modo mais impensável na maior parte do tempo que dispomos. Encontrar a forma de movimento mais imperceptível das coisas e descobrir o amor na brisa e em cada pedra. Em cada madeixa de cabelo ou em cada frase. Na luz…
Não queremos ser meramente amados, queremos amor. Queremos o contrário. Preferimos não ser amados, ser esquecidos (…) viver escondidos… Viver do lado de fora, no escuro, para poder olhar a luz. Para que a luz não seja habitual. Queremos se notados apenas uma vez do lado da luz. Apenas por quem precisa de olhar a escuridão para poder gostar dela, só porque está farta da luz.
Queremos não ser amados e não amar ninguém. Não ter amor às coisas valiosas. Criar os nossos próprios valores e a partir daquilo que foi esquecido mas que já foi elemento principal da vida. Deixar uma vida entre cinzas e ares poluídos de gasóleo. Uma vida de quotidianos e horários rígidos durante anos e anos. Deixar o óleo que fica debaixo dos nossos pés, perdido para sempre, e fechar os olhos a este mundo. Abrir o nosso coração ao essencial do mundo. Abrir a nossa alma e deixar entrar a beleza da luz. Poder ver o fogo e delirar. Viajar entre ele durante uma eternidade e alternando com a fluidez da água que existe somente num lugar. Apreciar a inocência dos elementos base e daquilo a que eles deram origem. Podermos compreender a beleza do que é simples e dar-lhe valor quando sabemos que mais ninguém o faz. Sentir que temos todo o poder do Criador ao fazê-lo. A originalidade conjugada com essa beleza recentemente descoberta abrir-nos-á novos horizontes para além dos humanamente imaginados. E será com esses horizontes já abetos que visualizaremos quem nos espera no meio das pessoas banais. Veremos a luz com que nos olha e partiremos para o infinito, desaparecendo juntos na fronteira entre a escuridão do lado de fora e a luz do lado de dento. Juntos apreciaremos a beleza natural e ao mesmo tempo falaremos da beleza do amor e do quanto queremos ser amados.







ill come back here later to appreciate them when i have enough time
Mas elas como pedras se calaram
Sozinha me vi delirante e perdida
E um estrela serena me espantava"
Stella.
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"Together we stand, divided we fall..."
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<-GO->
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